Eleição para diretor. Veja como age o sindicato diante desse processo no MS
No Maranhão, a diretoria do SINPROESEMMA trabalha em prol do projeto de poder do PCdoB e sendo assim, vem ajudando o governo a realizar alterações na REDE ESTADUAL DE ENSINO e consequentemente na sua política educacional, como por exemplo, citamos o caso da implementação da MERITOCRACIA na escola estadual. O processo de escolha do diretor escolar é viciado e representa a porta de entrada dessa política meritocrática na rede estadual de ensino, entretanto, a diretoria do sinproesemma faz vista grossa para as falhas do processo e demonstra não ter nenhuma preocupação com as consequências da aplicação dessa política neoliberal, que já fracassou em diversas redes de ensino por onde foi aplicada.
Vejam só, no ultimo final de semana o governo realizou uma prova para certificar quem está apto a concorrer a vaga de gestor na eleição que deve ocorrer em dezembro. Quem for eliminado na prova não participará da eleição. Aqui está explicito que a comunidade escolar desempenha nesse processo um papel de mero coadjuvante. Quem é mesmo que está escolhendo e/ou indicando o diretor escolar???
Como se isso não bastasse, o governo impôs: nas escolas onde não existem candidatos ou só há um candidato e, por ventura, o mesmo for eliminado pela SEDUC, o governo indicará um gestor de sua preferência. Será que nesse caso os indicados pelo governo serão votados pela comunidade escolar?
Tudo isso no causa estranheza e até agora não entendemos porque o governo optou por não deixar a comunidade escolar escolher seu candidato a diretor e em seguida, a SEDUC faria a capacitação dos eleitos.
Abre o olho Professor/a!!!
Vejam como se posicionou diante desse processo o representante dos professores lá em Mato Grosso do Sul.
FETEMS ( FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO MATO GROSSO DO SUL SE POSICIONA CONTRÁRIA A CERTIFICAÇÃO DE DIRETORES PARA A ELEIÇÃO DA REDE ESTADUAL.
Publicado em Sexta, 06 Novembro 2015 18:46
A Secretaria de Estado de Educação (SED) divulgou, oficialmente, na terça-feira (3), o resultado da avaliação de competências básicas dos dirigentes escolares da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, realizada no dia 4 de outubro de 2015. O profissional aprovado na avaliação integrará o Banco Único de Dados, que será formado por candidatos aptos a concorrer à eleição de diretores escolares, no dia 1º de dezembro de 2015.
Diante do resultado a FETEMS recebeu diversas reclamações dos trabalhadores e trabalhadoras em educação que realizaram a prova e não foram aprovados, por isso, através desta nota pública, reafirmamos a nossa posição sobre este método adotado pela SED/MS.
Mesmo antes da prova, nós já havíamos nos pronunciado contrários a esta avaliação, pois entendemos que o que deve ser estabelecido em nossas unidades escolares é o sistema democrático, onde a comunidade escolar escolhe os seus dirigentes, sem interferência alguma, como um processo que pré-seleciona os/as candidatos e candidatas.
Nossa defesa continua sendo por uma formação continuada, que permita com que todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, inclusive os/as que ocupam cargo de direção escolar, estejam sempre evoluindo, aprendendo e desenvolvendo, rumo a qualidade da educação que sonhamos.
Já temos exemplos que comprovam, que essa pré-avaliação dos/as possíveis candidatos/as a direção, não interfere em nada na qualidade das gestões escolares, prova disso, são diretores e diretoras que tiveram suas escolas aprovadas com altos índices nas avaliações do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que possui o intuito de medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino, e que simplesmente não foram aprovados ou aprovadas na recente prova aplicada pelo Governo do Estado.
Aproveitamos para alertar a todos e todas que este tipo de avaliação já é sinal de que a atual gestão do Governo do Estado quer que a Rede Estadual de Ensino caminhe rumo a implantação da Meritocracia, um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão e a razão principal para se atingir posição de topo e nós somos totalmente contrários a isso e já ressaltamos diversas vezes o porquê deste nosso posicionamento.
A Meritocracia é a causa da formação de sociedades agressivamente competitivas e com grandes diferenças de riqueza e pobreza, logo, distantes do ideal de sociedades igualitárias. Uma das maiores dificuldades do sistema meritocrático é definir o que cada pessoa entende por mérito.
Por fim, se um sistema se intitula meritocrático e não o é na prática, ele certamente será utilizado para mascarar privilégios, além de gerar instabilidade e concorrência desnecessária, criar mecanismos como décimo quarto salário ou bonificações que não são da carreira e não irão para a aposentadoria, por exemplo, gerando assim a desvalorização profissional.
Não é preciso ser um grande entendedor de educação para saber que seu desenvolvimento se faz com profissionais bem formados, estimulados e reconhecidos socialmente; com boas condições de trabalho; com infraestrutura compatível às demandas dos níveis, etapas e modalidades de ensino; com gestão democrática que priorize a participação direta da comunidade escolar nas decisões da escola e dos sistemas de ensino; e com financiamento compatível para sustentar essas premissas e outras políticas complementares ao ensino regular.
Reafirmamos a posição contrária da FETEMS sobre a pré-avaliação dos candidatos a direção das escolas da Rede Estadual e continuamos firmes em defesa da gestão democrática com eleições diretas.
Fonte: FETEMS
Vejam só, no ultimo final de semana o governo realizou uma prova para certificar quem está apto a concorrer a vaga de gestor na eleição que deve ocorrer em dezembro. Quem for eliminado na prova não participará da eleição. Aqui está explicito que a comunidade escolar desempenha nesse processo um papel de mero coadjuvante. Quem é mesmo que está escolhendo e/ou indicando o diretor escolar???
Como se isso não bastasse, o governo impôs: nas escolas onde não existem candidatos ou só há um candidato e, por ventura, o mesmo for eliminado pela SEDUC, o governo indicará um gestor de sua preferência. Será que nesse caso os indicados pelo governo serão votados pela comunidade escolar?
Tudo isso no causa estranheza e até agora não entendemos porque o governo optou por não deixar a comunidade escolar escolher seu candidato a diretor e em seguida, a SEDUC faria a capacitação dos eleitos.
Abre o olho Professor/a!!!
Vejam como se posicionou diante desse processo o representante dos professores lá em Mato Grosso do Sul.
FETEMS ( FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO MATO GROSSO DO SUL SE POSICIONA CONTRÁRIA A CERTIFICAÇÃO DE DIRETORES PARA A ELEIÇÃO DA REDE ESTADUAL.
Publicado em Sexta, 06 Novembro 2015 18:46
A Secretaria de Estado de Educação (SED) divulgou, oficialmente, na terça-feira (3), o resultado da avaliação de competências básicas dos dirigentes escolares da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, realizada no dia 4 de outubro de 2015. O profissional aprovado na avaliação integrará o Banco Único de Dados, que será formado por candidatos aptos a concorrer à eleição de diretores escolares, no dia 1º de dezembro de 2015.
Diante do resultado a FETEMS recebeu diversas reclamações dos trabalhadores e trabalhadoras em educação que realizaram a prova e não foram aprovados, por isso, através desta nota pública, reafirmamos a nossa posição sobre este método adotado pela SED/MS.
Mesmo antes da prova, nós já havíamos nos pronunciado contrários a esta avaliação, pois entendemos que o que deve ser estabelecido em nossas unidades escolares é o sistema democrático, onde a comunidade escolar escolhe os seus dirigentes, sem interferência alguma, como um processo que pré-seleciona os/as candidatos e candidatas.
Nossa defesa continua sendo por uma formação continuada, que permita com que todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, inclusive os/as que ocupam cargo de direção escolar, estejam sempre evoluindo, aprendendo e desenvolvendo, rumo a qualidade da educação que sonhamos.
Já temos exemplos que comprovam, que essa pré-avaliação dos/as possíveis candidatos/as a direção, não interfere em nada na qualidade das gestões escolares, prova disso, são diretores e diretoras que tiveram suas escolas aprovadas com altos índices nas avaliações do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que possui o intuito de medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino, e que simplesmente não foram aprovados ou aprovadas na recente prova aplicada pelo Governo do Estado.
Aproveitamos para alertar a todos e todas que este tipo de avaliação já é sinal de que a atual gestão do Governo do Estado quer que a Rede Estadual de Ensino caminhe rumo a implantação da Meritocracia, um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão e a razão principal para se atingir posição de topo e nós somos totalmente contrários a isso e já ressaltamos diversas vezes o porquê deste nosso posicionamento.
A Meritocracia é a causa da formação de sociedades agressivamente competitivas e com grandes diferenças de riqueza e pobreza, logo, distantes do ideal de sociedades igualitárias. Uma das maiores dificuldades do sistema meritocrático é definir o que cada pessoa entende por mérito.
Por fim, se um sistema se intitula meritocrático e não o é na prática, ele certamente será utilizado para mascarar privilégios, além de gerar instabilidade e concorrência desnecessária, criar mecanismos como décimo quarto salário ou bonificações que não são da carreira e não irão para a aposentadoria, por exemplo, gerando assim a desvalorização profissional.
Não é preciso ser um grande entendedor de educação para saber que seu desenvolvimento se faz com profissionais bem formados, estimulados e reconhecidos socialmente; com boas condições de trabalho; com infraestrutura compatível às demandas dos níveis, etapas e modalidades de ensino; com gestão democrática que priorize a participação direta da comunidade escolar nas decisões da escola e dos sistemas de ensino; e com financiamento compatível para sustentar essas premissas e outras políticas complementares ao ensino regular.
Reafirmamos a posição contrária da FETEMS sobre a pré-avaliação dos candidatos a direção das escolas da Rede Estadual e continuamos firmes em defesa da gestão democrática com eleições diretas.
Fonte: FETEMS
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